Resposta do SPAC às declarações do Aministrador da PGA
Quinta, 16 Abril 2009 17:22

O SPAC emitiu um press release de reposição da verdade e resposta à Conferência de Imprensa da PGA

Face às declarações do Administrador da PGA, o SPAC refere o seguinte:

1. A greve só foi decretada ao fim de 18 meses de negociações em que claramente a Administração da PGA agiu de má-fé sem nunca ter revelado a intenção de fazer concessões razoáveis e responsáveis aos Pilotos;

2. As regras de trabalho aplicadas na PGA foram desfavorecidas em relação à regulamentação oficial, através de uma derrogação solicitada ao INAC, das normas aplicáveis aos serviços de voo repartido.

3. A PGA é a única operadora da Star Alliance, na União Europeia, que não tem um acordo de empresa para os Pilotos;

4. Nas companhias aéreas a operar em Portugal (TAP e SATA) e nos concorrentes regionais estrangeiros, os limites aplicáveis são muito mais conservadores e onerosos do que os aplicados na PGA;

5. Os limites oficiais aos tempos de trabalho não reflectem as extensão da vida activa dos Pilotos para os 65 anos, nem o mais recente conhecimento reflectido nos estudos científicos encomendados pela União Europeia à EASA (European Aviation Safety Agency) sobre a oportunidade do sono;

6. Estes limites, no caso da PGA, tornaram-se uma regra, em especial com a deslocação da base operacional da PGA para o Porto, impondo uma perigosa saturação dos Pilotos. Esta situação é insustentável no tempo, eleva os riscos operacionais e degrada a segurança de voo;

7. Segundo o Eng. Pinto, «o contributo da PGA para o Grupo TAP tem sido muito positivo», deixando margem para aumentar a segurança das operações;

8. A proposta de utilização dos Pilotos da PGA, apresentada pelo SPAC, é razoável e equilibrada conferindo à empresa uma substancial vantagem de custo face aos seus concorrentes regionais directos e indirectos e assegurando a sua viabilidade sustentada no longo prazo. Esta margem é ainda maior quando comparada com os custos associados da utilização dos Pilotos da TAP;

9. O SPAC está e sempre esteve aberto a negociações sérias e credíveis mas não faz, em nenhuma circunstância, as concessões irresponsáveis e insensatas exigidas pelas administrações do Grupo TAP;

10. Os Pilotos da PGA e o SPAC continuam a aguardar da Administração da PGA uma proposta de utilização séria e convergente com os padrões de segurança exigíveis a um operador do espaço da União Europeia e membro da Star Alliance.

Pela Direcção do SPAC