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Os pilotos da Portugália dizem não "ceder a ameaças inverosímeis", após terem recebido uma carta de Luiz Lapa, administrador da companhia, na sequencia da greve decretada.
“Ao invés de dialogar com o SPAC e responder à última proposta que lhe foi enviada, refugia-se (Luiz Lapa) mais uma vez em falsidades e ameaças inverosímeis veiculadas à opinião pública”, diz o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil.
O SPAC diz ainda que “aos jornalistas, o eng. Lapa diz que a greve '(…) foi decretada antes mesmo de se realizar qualquer reunião formal de negociações’. Aos Pilotos diz o oposto: ‘Depois de meses de aproximações e diálogo, a Companhia é confrontada com o recurso à greve (…)’ (in carta enviada aos Pilotos hoje, dia 17 de Abril).
Os pilotos dizem que já rebateram ponto a ponto a proposta da Portugália e que ainda não obteve resposta.
“Os pilotos sabem que a pressão é grande e vai aumentar. Sobretudo porque a administração da PGA quer fazer crer que o momento não é o melhor para fazermos greve. Mas os Pilotos sabem que nenhuma greve é oportuna. Sobretudo para as administrações”, acrescentam.
O SPAC conclui que “continua disponível, como sempre esteve, para concluir o processo negocial de um modo credível e responsável”.
Amanhã e domingo estão agendados os dois últimos dias de greve dos pilotos, agendados no pré-aviso de greve. |